terça-feira, 26 de agosto de 2014

VIAJANDO PARA O EXTERIOR

BOM DIA!

Faz muito tempo que não escrevo, vim tirar a poeira disso aqui.
Já passei por todo o processo, papelada, espera infinita pelo famoso TOA (onde descobrimos em que universidade iremos estudar), mais papelada, visto, conta bancaria pra dilma depositar, ficar RYCA e embarcar. Se alguém que esta se inscrevendo tiver dúvidas, pode me escrever que eu ajudo.

Hoje eu queria falar sobre o embarque. Passei um tempo bem agradável com eles um dia antes, e antes do embarque nós fomos comer e dar umas risadas no aeroporto.


Eu sinceramente achei que me mataria de chorar, que ia desmaiar ao dar tchau pra família. Mas minha reação foi entrar em choque. Óbvio que eu chorei, mas quando estava embarcando, a sensação era de estar indo pra praia e revê-los na semana seguinte.





O primeiro choque veio quando fui entrar no avião. A comissária falou: Helooooo! E eu respondi: Oi! E ela me olhou estranho...neste momento bateu o desespero...será que não falam português no vôo?

Eu sei que estava indo pra um país pra falar inglês e blablabla, então, teoricamente você não deveria se chocar com ouvir uma comissária falar inglês, certo? Mas foi aí que percebi que estava sozinha...que estava deixando o meu país. Minha língua. Minha família. O desespero foi grande, uma vontade de sair correndo do avião...mas a curiosidade com o que ia acontecer venceu.

Sentei do lado de um canadense e de um brasileiro pau-no-cú. O brasileiro colocou um tapa-olho e me ignorou a viagem toda. O canadense me ajudou a reclinar poltrona, pedir comida, a usar uma mini-computador que tem disponível na cadeira (pra ver filmes, onde você está no mapa mundo e você não encher o saco das comissárias). Comida estranha, nada conhecido, não sabia nem o que pedir de refrigerante...na dúvida, só rolou o Orange Juice, nunca tem erro. Bom, foi um bom tempo pra pensar no passo que eu estava dando mudando de país. Assim que estava chegando, o mundo me presenteou com o nascer do sol mais lindo que já vi.



Sai do avião e pisei em Washington. Perto de NYC. Fui seguindo o fluxo e cheguei na parte da imigração. Gelei, rezei e pronto. 30 minutos de espera numa fila interminável, o cara olhou pra minha cara, perguntou o que eu ia fazer nos EUA, quanto tempo ia ficar e pra qual universidade eu estava indo. Respondi tudo, ele reconheceu minha universidade e falou: Ow, você vai ser uma Jayhawk, parabéns! (lema da minha universidade americana, ela é bem conhecida por aqui...só o povo do Brasil e eu não conhecíamos). Tranquilo. Depois disso, você pega a sua bagagem e vai pra área de revistarem. Passei no raio X, tudo certo. Fizeram um teste de drogas na minha mão, deu negativo e fui liberada (no teste, só passam uma folha de papel na tua mão).

Feito isso, fui procurar minha área de embarque pro próximo vôo, com destino a Chicago Ohare. O aeroporto de Washington é uma coisa de louco de bonito. Cheio de lojas, cores e tudo é exagerado de grande. Mas eu só tinha 20 minutos, então, tirei uma foto só.


Embarquei e desci em Chicago. Aeroporto grande, não tinha mais brasileiro nenhum por perto. Inglês carregado. PESADELO. Me ferrei muito pra perguntar onde tinha caixa eletrônico, onde embarcava. Esqueci que trocando de cidade mudava o fuso horário...comi correndo (mac donalds, não sabia pedir outra coisa) e quando cheguei pra embarcar, estava adiantada quase duas horas. Mas sobrevivi. Uma coisa bem legal de lá são os banheiros, todos automáticos pra dar descarga, o lixo abre sozinho, tem uma espécie de plástico protegendo o assento e ele também é trocado automático....um luxo só! Mas nem tirei foto, de tão assustada que estava ali.

Bom, dali embarquei pro meu destino final, que era o aeroporto de Kansas City. Um avião pequeno, bem gostoso, com uma comissária simpática, que pediu pro piloto se eu poderia tirar uma foto e eu consegui.



Neste aeroporto, tinham dois funcionários da universidade nos esperando com plaquinhas. Ali encontramos todos os brasileiros, tomamos um chá de cadeira de 6 horas pra esperar os demais, pois deu um rolo no vôo deles. Pegamos um ônibus que veio para nos buscar e chegamos na universidade em uns 30 minutos. Recebemos a chave do quarto e a senha da internet e subimos. E essa é a ultima foto que tenho deste momento, quando eu e minha roommate, também brasileira, chegamos na porta do nosso quarto.




Bom, foi isso a viagem. Chegamos tão cansadas, fora do horário de jantar, então não tínhamos comida. Tivemos que ir no supermercado pra comprar comida e roupa de cama. Só conseguimos tomar banho e cair na cama. No dia seguinte já tínhamos atividade logo cedo.

Então, pessoal do ciencia sem fronteiras, vocês não ficam abandonados. É tudo previamente combinado, tudo tranquilo e vocês não ficam sem assistência. Até pra ir no mercado foram funcionários conosco, pra nos ajudar. Podem vir com fé.

Um abraço
Stéphanie





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